Macrófitas aquáticas de um rio temporário no semiárido nordestino
PDF (Português (Brasil))

Palabras clave

plantas aquáticas
alocação de recursos
produtividade
biomassa.

Cómo citar

Batista dos Santos, M. R., De Abreu, M. C., Peron, A. P., & Meireles de Deus, M. D. S. (2017). Macrófitas aquáticas de um rio temporário no semiárido nordestino. Multitemas, 22(52), 53–66. https://doi.org/10.20435/multi.v22i52.1453

Resumen

O papel das macrófitas nos ecossistemas aquáticos pode ser avaliado a partir da determinação da sua biomassa, obtendo-se informações relacionadas ao tempo de crescimento, armazenamento de nutrientes, fluxos de energia e realocação de nutrientes. Os objetivos deste estudo foram identificar as espécies de macrófitas aquáticas em duas áreas de coletas no rio Guaribas e verificar as diferenças de biomassa das espécies encontradas para essas áreas. Foram definidos dois locais de amostragem ao longo do rio, na zona rural e urbana da cidade. As plantas que se encontravam dentro do quadrado foram coletadas com a mão,e as submersas com um gancho com pontas de ferro, colocadas em sacos plásticos devidamente identificados e levadas ao laboratório para identificação e pesagem da biomassa. Foram registradas nove espécies e Eichhornia crassipes e Salvinia auriculata apresentaram os maiores valores de peso seco, para a zona urbana e Chara cf. guairensis para a zona rural.

https://doi.org/10.20435/multi.v22i52.1453
PDF (Português (Brasil))

Citas

BOTTINO, F.; CALIJURI, M. do C.; MURPHY, K. J. Temporal and spatial variation of limnological variables and biomass of different macrophyte species in a Neotropical reservoir (São Paulo – Brazil). Acta Limnologica Brasiliensia, v. 25, n. 4, p. 387-397, 2013. DOI http://dx.doi.org/10.1590/S2179-975X2013000400004

ESTEVES, F. A. Fundamentos de limnologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2011.

ESTEVES, F. A.; BARBOSA, F. A. R. Eutrofização artificial: a doença dos lagos. Ciência Hoje, v. 5, n. 27, p. 56-61, 1986.

HENRY-SILVA, G. G.; CAMARGO, A. F. M. Impacto das atividades de aquicultura e sistemas de tratamento de efluentes com macrófitas aquáticas – relato de caso. Boletim do Instituto de Pesca, v. 34, n. 1, p. 163-173, 2008.

HENRY-SILVA, G. G.; SANTOS, R. V.; MOURA, R. S. T. ; BUENO, N. C. Primeiro registro de Chara indica e Chara zeylanica (Charophyceae, Charales, Characeae) em reservatórios do semiárido do estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Biotemas, v. 26, n. 3, p. 243-248, 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.5007/2175-7925

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo demográfico 2010. Rio de Janeiro, 2010.

LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

______. Plantas daninhas do Brasil: terrestre, aquáticas, parasitas, tóxicas e medicinais. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2000.

MARTINS, D.; CARBONARI, C. A.; TERRA, M. A.; MARCHI, S. R. Ação de adjuvantes na absorção e translocação de glyphosate em plantas de aguapé (Eichhornia crassipes). Planta Daninha, v. 27, n. 1, p. 155-163, 2009.

MOURA, M. A. M.; FRANCO, D. A. S.; MATALLO, M. B. Manejo integrado de macrófitas aquáticas. Divulgação Técnica Biológico, São Paulo, v. 71, n. 1, p. 77-82, 2009.

PAGIORO, T. A.; ROBERTO, M. C.; THOMAZ, S. M.; PIERINI, S. A.; TAKA, M. Zonação longitudinal das variáveis limnológicas abióticas em reservatórios. In: RODRIGUES, L. (Org.). Biocenose em reservatórios: padrões espaciais e temporais. São Carlos, SP: RiMa, 2005. p. 39-46.

POTT, V. J.; POTT, A. Plantas aquáticas do Pantanal. Corumbá, MS: EMBRAPA-CPAP, 2000.

REIDEL, A.; GÜTHS, R.; FEIDEN, A.; DAMASCENO, S.; CUNHA, F.; SIGNOR, A. A. Produção de biomassa de aguapé (Eichhornia crassipes (Mart. Solms) fertilizados com diferentes adubos. Revista Varia Scientia, v. 3, n. 6, p. 95-101, 2003.

PIERINI, S. A.; THOMAZ, S. M. Adaptações de plantas submersas à absorção do carbono inorgânico. Acta Botanica Brasilica, v. 18, n. 3, p. 629-641, 2004.

THOMAZ, S. M.; BINI, L. M.; SOUZA, M. C.; KITA, K. K.; CAMARGO, A. F. M. Aquatic macrophytes of Itaipu reservoir, Brazil: survey of species and ecological considerations. Brazilian Archives of Biology and Technology, Curitiba, v. 42, n. 1, p. 15-22, 1999.

THOMAZ, S. M.; BINI, L. M. Análise crítica dos estudos sobre macrófitas aquáticas desenvolvidos no Brasil. In: THOMAZ, S. M.; BINI, L. M. (Ed.). Ecologia e manejo de macrófitas. Maringá, PR: EDUEM, 2003. p 19-38.

THOMAZ, S. M.; BINI, L. M.; PAGIORO, T. A. Métodos em limnologia: macrófitas aquáticas. In: BICUDO, C. E. M.; BICUDO, D. C. (Org.). Amostragem em limnologia. São Carlos, SP: RiMa, 2004. p. 193-210.

THOMAZ, S. M. Fatores que afetam a distribuição e o desenvolvimento de macrófitas aquáticas em reservatório: uma análise em diferentes escalas. In: NOGUEIRA, M. G., HENRY, R.; JORCIN, A. (Org.). Ecologia de reservatório: impactos potenciais, ações de manejo e sistemas em cascata. São Carlos, SP: RiMa, 2005. p. 165-181.

VIEIRA JÚNIOR, J.; NECCHI JÚNIOR, O. ; BRANCO, C. C. Z.; BRANCO, L. H. Z. Characeae (Chlorophyta) em ecossistemas lóticos do estado de São Paulo, Brasil: gênero Chara e distribuição ecológica. Hoehnea, v. 30, n. 1, p. 53-70, 2003.

WEIRICH, C.; COSTA, J. M.; KLOZOVSKI, É. S.; FEIDEN, A.; BOSCOLO, W. R. Seasonal production of biomass in two species of aquatic macrophytes floating (Eichhornia crassipes e Pistia stratiotes) on effluent treatment systems. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 4, n. 2, p. 2970-2973, 2009.

WOLFF, G.; PEREIRA, G. C.; CASTRO, E. M.; LOUZADA, J.; COELHO, F. F. The use of Salvinia auriculata as a bioindicator in aquatic ecosystems: biomass and structure dependent on the cadmium concentration. Brazilian Journal of Biology, v. 72, n. 1, p. 71-77, 2012.

Os artigos publicados na Revista Multitemas têm acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.

Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.