Desenvolvimento da liberdade no trabalho informal

Resumo

Este trabalho alvorece uma discussão sobre o desenvolvimento da liberdade dentro do trabalho informal, analisando em termos do êxito entre ele e desenvolvimento econômico frente as privações, destituições e opressões extraordinárias diante dos problemas antigos e novos deste mundo globalizado. Neste artigo teórico é utilizada a revisão de literatura para atingir tal objetivo, o principal autor de análise é Amartya Sen, além de outros teóricos. Buscou-se esclarecer a noção do viver/sobreviver dentro do sistema de valores e capital social, paradoxos que formam um hibrido institucional entre o mundo formal e o informal, tendo no trabalho a constituição de um bem. Como conclusão, aponta-se a relevância da reflexividade do tema, bem como enfatiza que o desenvolvimento precisa ser democrático afetando o senso de bem público, implicando no sentido da liberdade e da obrigação na relação entre direitos e deveres que configuram a identidade social e política de cada um.

Biografia do Autor

Mariane Freiesleben, Universidade Federal de Tocantins (UFT)

Doutoranda em Desenvolvimento Regional Na Universidade Federal do Tocantins. Docente do Instituto Federal do Tocantins – Campus Paraíso do Tocantins

Alex Pizzio da Silva, Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio do Sinos (UNISINOS). Coordenador e professor do Programa de Pós-Graduação de Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Nilton Marques de Oliveira, Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Doutor em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Economista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PGDR) e do curso de Ciências Econômica da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Referências

ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e negação do trabalho. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2009.

CARDOSO, A. Informality and public policies to overcome it: the case of Brazil. Sociologia & Antropologia, Rio de Janeiro, v. 6, p. 321-49, 2016.

CÓLMAN DUARTE, E. E.; POLA, K. D. Trabalho em Marx e Serviço Social. Serviço Social em Revista, Londrina, v. 12, p. 90-111, 2009.

FERREIRA, M. L. A. Trabalho informal e cidadania: heterogeneidade social e relações do gênero. 165f. Tese (Doutorado em Ciências Humanas) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2007.

HABERMAS, J. Pensamento pós-metafísico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA [IBGE]. Economia Informal Urbana – 2003. Brasília-DF, 2003. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6150.pdf. Acesso em: 15 ago. 2019.

LIMA, J. Mobilidade do capital e do trabalho: redes, espacialidades e precariedades na indústria do vestuário. In: PERALVA, A.; TELLES, V. S. (Org.). Ilegalismos na globalização: migrações, trabalho, mercados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.

LIMA, J. C.; SOUZA, A. R. Trabalho, solidariedade social e economia solidária. Lua Nova, São Paulo, n. 93, p. 139-68, 2014.

MARX, K. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Boitempo Editorial, [1867] 2013. (Coleção Marx-Engels, livro I).

MARX, K. Maquinaria e trabalho vivo (os efeitos da mecanização sobre o trabalhador). Crítica Marxista, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 103-10, 1994.

MATSUO, M. Trabalho informal e desemprego: desigualdades sociais. 2009. 383f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

NOGUEIRA, M. O. A problemática do dimensionamento da informalidade na economia brasileira – TD 2221. Brasília: Ipea, 2016. [Texto para Discussão].

NORONHA, E. G. Informal, ilegal, injusto: percepções de mercado de trabalho no Brasil. RBCS, São Paulo, v. 18, n. 53, p. 111-79, out. 2003.

NORTH, D. C. Desempeño Económico en el Transcurso de los Años. Estocolmo, 1998. Disponível em: http://www.eumed.net/cursecon/textos/north-nobel.htm. Acesso em: 11 set. 2019.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO [OIT]. Quase dois terços da força de trabalho global estão na economia informal. OIT, [s.d.]. Disponível em: https://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_627643/lang--pt/index.htm. Acesso em: 15 ago. 2019.

PIZZIO, A. Dilemas da justiça social: reconhecimento e redistribuição no âmbito de coletividades ambivalentes.1. ed. Saarbrücken/Deutschland: Novas Edições Acadêmicas. 2015. 148 p. V. 1.

POLLANY, K. A grande transformação: a origem na nossa época. Tradução de Fanny Wrabel. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

PONTES, M. G. A.; CARMO, L. A.; SILVA, R. S. R. O trabalho informal como alternativa no mundo do trabalho atual. In: SEMINÁRIO CETROS, 4., Neodesenvolvimentismo, Trabalho e Questão Social, 29 a 31 de maio de 2013, Fortaleza, CE. Anais [...]. Fortaleza: UECE, 2013. Disponível em: http://www.uece.br/eventos/seminariocetros/anais/trabalhos_completos/69-12758-08072013-174708.pdf. Acesso em: 19 set. 2019.

RAMOS, C. A. Setor informal: do excedente estrutural à escolha individual: marcos interpretativos e alternativas de política. Revista Econômica, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, [s.p.], 2007.

RAMOS, G. A nova ciência das organizações: uma reconceituação das riquezas das nações. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989.

ROULLEAU-BERGER, L. Economias migratórias, bifurcações biográficas e fronteiras morais na Europa e na China. In: PERALVA, A.; TELLES, V. S. (Org.). Ilegalismos na globalização: migrações, trabalho, mercados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.

SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

TELLES, V. S. As cidades nas fronteiras do legal e ilegal. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2010.

TELLES, V. S. Fronteira da lei como campo de disputas. In: PERALVA, A.; TELLES, V. S. (Org.). Ilegalismos na globalização: migrações, trabalho, mercados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.

Publicado
2021-12-30
Como Citar
Freiesleben, M., Pizzio da Silva, A., & Marques de Oliveira, N. (2021). Desenvolvimento da liberdade no trabalho informal. Multitemas, 26(63), 151-176. https://doi.org/10.20435/multi.v26i63.3219