A ESTÉTICA KITSCH

Lucas Fernando Gonçalves

Resumo


O presente artigo tem como objetivo apresentar o conceito de kitsch como conceito estético e ontológico. Perpassamos pelo seu significado etimológico e histórico através da perspectiva de Abraham Moles; caracterizamos os 4 tipos de kitsch na ótica da pesquisadora Sêga: imitação, exagero, ocupar um espaço errado e perda da função original; aprofundamos o olhar ético de Hermann Broch acerca do estilo kitsch como má arte e concluímos o estudo com a perspectiva de Milan Kundera, em que o autor tcheco conceitua como um aspecto de negação da “merda” humana, ou seja, kitsch seria a tentativa humana de ignorar as próprias fragilidades e sombras existenciais. Buscando assim uma falsa beleza e harmonia que trouxesse uma sensação de paz e fim da tragédia.


Palavras-chave


Estética; Kitsch; Kundera; Ontologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.20435/multi.v24i58.2686

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