A privatização do espaço e suas implicações desde a produção do espaço de Henri Lefebvre

Valéria Cristina Barbosa Taveira, Victor Hugo de Oliveira Marques, Flávia Palhares Machado, Paulo César Lemes de Oliveira

Resumo


O artigo pretende discutir  um tema já muito discutido e de envergadura, qual seja, o tema do espaço. Não obstante a esta, a proposta deste estudo parte da tese de Henri Lefebvre em sua obra The production of space (1974), especialmente no modo como o autor sustenta a noção de “espaço social”; mas para, a partir daí, pensar o processo de transformação do espaço em propriedade privada. Para o autor, o espaço pertence ao modo a priori de intuir os dados hyléticos. Junto com o tempo, fazendo parte da sensibilidade transcendental, são condições de possibilidade para o ato do conhecimento, acentuando a dificuldade em conhecer a própria ideologia dos fenômenos apresentados. No século XX, os matemáticos adotaram um estatuto do espaço como “coisa mental” ou “espaço mental”, seguindo uma tradição filosófica, chamada platonismo, oposta à tradição categorial aristotélica defendida por Lefebvre, generalizando a compreensão de seus limites discutidos. 

 


Palavras-chave


Henri Lefebvre; espaço social; privatização do espaço.

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DOI: http://dx.doi.org/10.20435/multi.v24i57.2353

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ISSN online: 2447-9276
ISSN impresso: 1414-512X (até o número especial, set. 2015)